A INCOERÊNCIA E INSENSATEZ DA EVANGELIZAÇÃO

Segundo ensina-nos o Novo Testamento, todos nós herdamos o pecado de Adão e, por isso, estamos irremediavelmente condenados à danação eterna, a menos que aceitemos o sacrifício de Cristo e a salvação que por este ato nos é gratuitamente dada, anulando as consequências desse pecado (“Porque, como pela desobediência de um só homem < Adão >, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um < Cristo> muitos serão feitos justos.” – Romanos 5:19).

Ora, analisemos o caso de uma pessoa que nunca teve a oportunidade de ser evangelizada, morrendo, portanto, em pecado sem conhecer a salvação em Cristo.

Se Deus condenar tal pessoa ao inferno, o que deveria acontecer segundo a teologia paulina, ele é INJUSTO, vez que ela não teve oportunidade de exercer sua fé e crer (“Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?” – Romanos 10:13,14).

Por outro lado, se for para o céu, vez que morreu em “ignorância”, o que é defendido por certas linhas teológicas, admite-se serem inócuas as missões de evangelização, pois conseguiu a pessoa a redenção sem a necessidade de “crer” e exercer “fé” (“Porque pela graça sois salvos, POR MEIO DA FÉ; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” – Efésios 2:8).

Observa-se, assim, que “salvaríamos” muito mais vidas deixando-as na ignorância, do que evangelizando-as, o que é uma tremenda insensatez.

DIÁLOGO ENTRE UM MISSIONÁRIO E UM ESQUIMÓ:

– Esquimó: “Se eu não soubesse nada sobre Deus e pecado, eu iria para o inferno?

– Missionário: “Não, não se você não soubesse.

– Esquimó: “Então por que você me disse? ”  – Annie Dillard

Sendo algo tão óbvio, a pergunta que fica:

OS CRISTÃOS NÃO CONSEGUEM, OU, DE FATO, NÃO QUEREM ENXERGAR ISSO?

 

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A BÍBLIA “CONTÉM” A PALAVRA DE DEUS, “É” A PALAVRA DE DEUS, OU “NÃO É” A PALAVRA DE DEUS?

1) A BÍBLIA CONTÉM A PALAVRA DE DEUS

É uma posição ilógica e sem sentido!

Se assim for considerado, a coisa fica completamente subjetiva e dependente de interpretações e de opiniões pessoais.

Como separar aquilo que seria mandamento de Deus daquilo que seria de homens? Separar o que seria inspirado por Deus, daquilo que não seria?

Seria impossível haver um consenso e preservar-se a unidade, levando a divisões sem fim, em grau muito maior do que já ocorre, e atestar que “Deus é deus de confusão”!

A Bíblia não “CONTÉM” a palavra de Deus!

 

2) A BÍBLIA É A PALAVRA DE DEUS

Se assim fosse, obrigatoriamente deveria ser seguida literalmente e ao pé da letra, coisa que claramente não acontece.

O que as igrejas vivem e pregam não passa, assim, de um semi ou pseudo-cristianismo, um evangelho da conveniência, uma adaptação, selecionando-se o que convém e interessa, e desprezando-se o que não, vivendo-se uma cômoda ilusão hipócrita.

Como já bem disse George Bernard Shaw: “Nenhum homem acredita que a Bíblia diz o que está escrito: acredita que ela diz o que ele quer”.

2-A) A questão das mulheres:

– 1 Coríntios: 34,35: “as mulheres estejam caladas nas igrejas, porque lhes não é permitido falar; mas estejam submissas como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, perguntem em casa a seus próprios maridos, porque é indecoroso para a mulher o falar na igreja.”;

 – 1 Timóteo 2:11-15: “A mulher aprenda em silêncio com toda a submissão. Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão; salvar-se-á, todavia, dando à luz filhos, se permanecer com sobriedade na fé, no amor e na santificação.”;

 – Colossenses 3:18: “Vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos, como convém no Senhor.”;

 – Tito 2:5: “… a serem moderadas, castas, operosas donas de casa, bondosas, submissas a seus maridos, para que a palavra de Deus não seja blasfemada.”.

Como é óbvio, em nossos dias, ninguém mais aplica literalmente o que lemos nos textos acima. Ninguém, no meio evangélico tradicional, proíbe mulheres de falarem e ensinarem nas igrejas, nem obriga-as a serem meras donas de casa, nem as têm por seres inferiores aos homens. E isso é perfeitamente justo, mas claramente entra em conflito com os “mandamentos” acima, tornando-se uma hipocrisia!

2-B) A questão da proteção, do amparo e da paternidade divinos:

Salmos 23:

1 O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.

2 Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranquilas.

3 Refrigera a minha alma; guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome.

4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.

Salmos 91:

1 Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Todo-Poderoso descansará.

2 Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio.

3 Porque ele te livra do laço do passarinho, e da peste perniciosa.

4 Ele te cobre com as suas penas, e debaixo das suas asas encontras refúgio; a sua verdade é escudo e broquel.

5 Não temerás os terrores da noite, nem a seta que voe de dia,

6 nem peste que anda na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia.

7 Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido.

8 Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.

9 Porquanto fizeste do Senhor o teu refúgio, e do Altíssimo a tua habitação,

10 nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.

11 Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.

12 Eles te susterão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.

13 Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.

14 Pois que tanto me amou, eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque ele conhece o meu nome.

15 Quando ele me invocar, eu lhe responderei; estarei com ele na angústia, livrá-lo-ei, e o honrarei.

16 Com longura de dias fartá-lo-ei, e lhe mostrarei a minha salvação.

 Deuteronômio 7:

11 Guardarás, pois, os mandamentos, os estatutos e os preceitos que eu hoje te ordeno, para os cumprires.

12 Sucederá, pois, que, por ouvirdes estes preceitos, e os guardardes e cumprirdes, o Senhor teu Deus te guardará o pacto e a misericórdia que com juramento prometeu a teus pais;

13 ele te amará, te abençoará e te fará multiplicar; abençoará o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, o teu grão, o teu mosto e o teu azeite, a criação das tuas vacas, e as crias dos teus rebanhos, na terra que com juramento prometeu a teus pais te daria.

14 Bendito serás mais do que todos os povos; não haverá estéril no meio de ti, seja homem, seja mulher, nem entre os teus animais.

15 E o Senhor desviará de ti toda enfermidade; não porá sobre ti nenhuma das más doenças dos egípcios, que bem conheces; no entanto as porás sobre todos os que te odiarem.

Mateus 6:

19 Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam;

20 mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam.

21 Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.

25 Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?

26 Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?

27 Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?

28 E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam;

29 contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles.

30 Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?

31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?

32 (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso.

33 Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

34 Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

Mateus 19:24:

E outra vez vos digo que é mais fácil um camelo passar pelo fundo duma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus.

 Lucas 18:22

“Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens e reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me.”

Levando-se em conta os textos acima, os cristãos, demonstrando suas fés, não precisariam e, muito menos, deveriam se preocupar com o futuro nem temer acontecimentos inesperados e catastróficos. Porquê, então:

– guardam dinheiro em poupança?

– fazem aplicações financeiras?

– fazem seguros de vida e do patrimônio?

– pagam planos de previdência?

– pagam planos de saúde?

– vão a médicos?

– tomam vacinas?

– colocam para-raios nas igrejas?

– instalam travas e alarmes nos carros, nas casas e nas igrejas, além de grades nestas duas?

– há cristãos ricos?

Porquê, apesar das “firmes promessas” acima, como quaisquer outras pessoas, são assaltados, vitimados, mortos, adoecem, podem ser estéreis, perdem empregos, sofrem com secas, enchentes e calamidades, passam por crises e necessidades e têm medos e receios?

O mar de rosas da ilusória teoria revela-se falso, mero ópio, em nada condizendo com a realidade prática!

2-C) A questão dos que nos querem fazer mal:

Mateus 5:44

“Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem.”

 Mateus 5:38-44

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra, e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa, e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil. Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes. Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem.”

1 Pedro 3: 9

“… não retribuindo mal por mal, ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo …”

Seguindo literalmente estes “mandamentos”, teríamos que dar todo o nosso dinheiro, bens e propriedades a qualquer que nos pedisse.

Não poderíamos revidar a qualquer tipo de ataque contra nós ou qualquer de nossos familiares ou semelhantes.

Se alguém quisesse entrar em nossas casas e levar todos os nossos bens, teríamos que deixar, sem resistir nem impedir.

Não haveria, então, por inúteis que seriam, a polícia e nem as forças armadas!

No caso de uma nação cristã, teria que tolerar todo tipo de bandidagem e contravenção, permanecendo inerte a tudo. Teria que sofrer ataques terroristas sem oferecer qualquer tipo de resistência, sem revidar e sem sequer pensar em fazer justiça com as próprias mãos, matando-os. Seria o fim do país! A implantação do caos generalizado!

Ou seja, resumindo: é ficar sentado e esperar a “justiça divina” acontecer!

É possível alguém colocar isso tudo em prática, estritamente dessa forma?

É impossível e irracional! Só se for muito, mas muito, insano!

Embora lá pintado como “virtuosidade”, seria a mais pura idiotice!

Novamente o descomunal contraste entre a graciosa, ingênua e ilusória teoria e a dureza da realidade na prática!

De fato, ainda que muito se fale nela, observa-se que nenhum cristão verdadeiramente acredita na justiça divina! E, por tabela, no deus bíblico, no seu Cristo e na Bíblia como perfeita, infalível e inspirada palavra de Deus!

“Quanto mais refinamos nosso conhecimento sobre deus para tentar tornar o conceito mais plausível, mais sem sentido ele parece.” (Steven Weinberg)

A Bíblia não “É” a palavra de Deus!

3) A BÍBLIA NÃO É A PALAVRA DE DEUS

A bíblia é uma colcha de retalhos, escrita por homens naturalmente falhos, alguns bem intencionados, outros, nem tanto, que deixaram transparecer suas falhas, suas emoções, suas crenças e seus conceitos e preconceitos, comuns às pessoas e às sociedades de suas épocas.

Ela foi comprovada, deliberada e inescrupulosamente aditada, editada, acrescida, suprimida e adulterada no decorrer dos séculos, por interesses e para favorecimento de certas doutrinas e correntes de pensamento.

Seus 66 livros – grande parte deles de autores desconhecidos -, entre os inúmeros evangelhos, epístolas e apocalipses existentes à época, foram escolhidos e compilados segundo critérios meramente humanos, de acordo com as tradições e crenças correntes, tidos por “verdadeiros e inspirados” pelos que detinham poder e influência para tanto.

Está, no entanto, recheada de erros, contradições, incongruências, plágios, mitologias, conceitos anti-científicos, intolerância, sadismo, imoralidades, genocídio, infanticídio, injustiças, racismo, machismo, misoginia, homofobia, xenofobia, coisas essas claramente visíveis aos olhos da razão – qualquer um que realmente quiser, consegue enxergar -, mas ocultos à “cegueira da fé”.

Diante de todos estes fatos, verídicos e facilmente comprováveis por aqueles que, soltos os grilhões da fé, sincera, honesta e racionalmente buscam a verdade, a Bíblia não pode ser considerada perfeita, nem infalível, nem inerrante, nem inspirada pela divindade e, muito menos, “a palavra de Deus”!

“A palavra Deus, para mim, é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana; a Bíblia, uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis.” (Albert Einstein)

“A inspiração da Bíblia depende da ignorância da pessoa que a lê.” (Robert Green Ingersoll)

“Eu li a Bíblia de capa a capa. Chamar aquele livro de ‘a palavra de Deus’ é um insulto a Deus. Chamar aquele livro de um guia moral é uma afronta à decência e dignidade dos povos. Chamá-lo de guia para a vida é fazer uma piada de nossa existência. E pretender que ela seja a verdade absoluta é ridicularizar e subestimar o intelecto humano” (Friedrich Nietzsche)

A Bíblia “NÃO É” a palavra de Deus”!

 

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O que vale é a intenção?

Dizem que “o que vale é a intenção” e que “os fins justificam os meios”! Será?

Porquê será que temos uma memória tão curta?

A igreja cristã, com todo o poder que tinha e “em nome da fé”, desumanamente – duvido que haja quem o conteste – cometeu inúmeras atrocidades e barbaridades no passado, perseguindo, coagindo, intimidando, oprimindo, subjugando, julgando e matando.

Giordano Bruno, Galileu Galilei, Lucilio Vanini, Etienne Dolet, Miguel Servet, Hipatia de Alexandria, etc.

Pessoas comuns, não bandidos, mas que simplesmente discordavam de alguns de seus pontos ou que tinham qualquer visão diferente, uns taxados de “hereges”, outros de bruxos.

Incoerentemente, diziam abraçar um evangelho que mandava dar a outra face e amar aos inimigos, do Sermão do Monte, com suas bem-aventuranças, da Parábola do Bom Samaritano, mas, claramente, apenas em teoria.

Séculos depois, envergonhada, reconhece seus erros e pede desculpas ao mundo, como se simplesmente isso a justificasse, atenuando a culpa e fosse o bastante para o esquecimento.

Como se diz: “errar é humano”!

Mas a igreja não seria de caráter divino, e não humano? O próprio Deus que, ao menos segundo crido, a instituiu, a dirige e a governa, não poderia, ou melhor, não teria a obrigação de ter feito algo?

Quem deveriam ser considerados os verdadeiros “satânicos” na história? Ela e seus governantes, ou os inocentes por ela torturados e mortos?

E, se estava errada – e põe errada nisso! – no passado, porquê não o estaria igualmente agora… e sempre?

Onde encontramos os melhores exemplos de homofobia, machismo, misoginia, preconceito e discriminação, senão nos meios religiosos, em geral?

E os escândalos e ocultações referentes aos sacerdotes, então? Pedofilia, fornicação, abusos sexuais, materialismo, mercenarismo da fé, egocentrismo e enriquecimento. Pura hipocrisia!

E os evidentes exemplos de lavagens cerebrais feitas por insanos fanáticos, os quais acabaram em lamentáveis tragédias, tais como: Jim Jones, Charles Manson, Marshall Applewhite, Joseph Kibwetere, David Koresh, Shoko Asahara, Ramon Gustavo Castillo Gaete, Datu Mangayanon, Park Soon-Já, Ca Van Liem, Jong-min, a Ordem do Templo Solar, etc.

E o que dizer de grupos religiosos terroristas e extremistas radicais como o Estado Islâmico, Hamas, Al-Qaeda, Boko Haram, Talibã, Jihadistas, Al Shabab, IRA (Irish Republican Army), Exército de Resistência do Senhor, Ku Klux Klan, Cavaleiros Templários, todos igualmente frutos da religião.

A religião, por simplicidade e ingenuidade de alguns, e astúcia e má-fé de muitos, convenceu-nos a, passiva, incontestável e incondicionalmente, acreditarmos, aceitarmos, respeitarmos e reverenciarmos, sem a existência e sem a exigência de qualquer mínima prova ou evidência concreta, e sem o uso da racionalidade, mas baseados em nossos sabidamente enganosos sentidos e emoções, mentiras sem fim, parte escrita em seus livros sagrados por pessoas tão falhas como eu e você, em épocas de atraso, obscuridade, superstição e ignorância científica, e parte transmitida pela tradição oral, formando os seus “dogmas”.

Estes “dogmas”, todos meramente baseados em subjetividades, são impostos e não podem ser questionados, duvidados, criticados, desprezados ou desobedecidos, sob pena da caracterização de “heresia”, expondo o “herege”, dependendo da época, a penas variáveis de punição, algumas delas capitais.

Ela conseguiu convencer-nos – novamente sem qualquer evidência concreta – da existência de uma “ dimensão espiritual”, invisível e impalpável, onde seres incorpóreos, imortais e poderosos habitariam, juntamente com as “almas” daqueles que já morreram, sendo que alguns desses seres, reclamariam para si reverência e adoração, podendo se relacionar conosco e interferir nas nossas vidas, ajudando-nos, guiando-nos e protegendo-nos, mas que tudo isso não teria qualquer ligação com as similares mitologias de vários outros povos.

Ela conseguiu convencer-nos de que a Bíblia seria a “perfeita e infalível palavra de Deus”, “regra de fé e prática”, a “lei de Deus aos homens”, que deve ser cega e deliberadamente seguida e obedecida, sem questionamentos, mesmo estando ela, repleta – para quem sinceramente se propõe a enxergá-los – de descarados erros, contradições, incoerências e inconsistências, principalmente científicas (geocentrismo, mundo plano e estático, coberto por uma abóboda sólida onde estariam pendurados o Sol, a Lua e as estrelas – o “firmamento” -, existência de água acima dessa abóboda, lebre que rumina, morcego que é ave, insetos alados com 4 pés, etc, etc, etc.), verdadeiramente revelando a sua imperfeição e o seu caráter falho e meramente humano.

Ela conseguiu convencer-nos de que as estórias de homem feito do barro, de mulher de sua costela, de cobras que andavam e falavam, de árvores cujos frutos dariam conhecimento do bem e do mal e vida eterna, de um paraíso perdido, de um Universo criado em 6 dias e com apenas cerca de 6.000 anos – estando errada a ciência quando fala em bilhões de anos, apesar do testemunho dos fósseis -, da Torre de Babel, de um dilúvio universal, que tudo isso seria real e literal, e não uma mera ficção em linguagem poética, com enxertos de mitologias de outros povos.

Ela conseguiu convencer-nos que não nascemos puros, mas que todos herdamos uma “mancha” em nossa “alma”, chamada “pecado”, oriunda da desobediência de Adão, nosso suposto pai, que passaria aos nossos filhos, condenando-nos à morte e ao sofrimento eterno no “inferno”, mas cujo efeito seria anulado pela simples aceitação e crença no evangelho, quando o próprio Deus, incoerentemente, em seu próprio livro sagrado, a bíblia, afirma que “O indivíduo que pecar, este morrerá! O filho não levará a culpa do pai, tampouco o pai será culpado pelo pecado do filho” (Ezequiel 18:20 – Idem: Deuteronômio 24:16 e Jeremias 31:29,30).

Ela conseguiu convencer-nos da existência de um “céu” – lugar de gozo e de recompensa – e de um “inferno” – lugar de punição e sofrimento -, para onde iriam as nossas “almas” – que seriam eternas – após a nossa morte, ora vinculando a nossa destinação a um desses dois lugares às nossas obras e feitos (Mateus 16:27; 25:31-46; Tiago 2:24) – o que, se tudo isso fosse realmente verdade, seria muito mais lógico e justo -, ora simplesmente à nossa “fé” e crença no “evangelho” (teologia paulina – Efésios 2:8,9), numa nova demonstração de incoerência.

Ela conseguiu convencer-nos que a nossa “essência” enquanto pessoas – nossa consciência, nossa personalidade, nosso caráter, nossas memórias, nossas emoções e nosso conhecimento – não é, como comprovadamente afirma a ciência, apenas o produto de complexas reações eletroquímicas que ocorrem em nossos cérebros e que nos torna o que somos, as quais estariam sujeitas a serem, por motivos diversos, afetadas, podendo transformar-nos em outra pessoa, como nos casos de insanidade adquirida, mal de Alzheimer, influência de drogas, etc, mas que estaria relacionada, vinculada e intimamente ligada a uma “alma espiritual”, invisível, impalpável e eterna, presa ao nosso corpo até a morte física, mas que a ela sobreviverá, de forma a continuarmos incorporeamente a nossa existência.

Ela conseguiu convencer-nos de que o deus judaico do Antigo Testamento, claramente cruel, vingativo, ciumento, injusto, machista, misógino, escravagista, homofóbico, genocida e infanticida, é o mesmo “Deus de amor”, evidentemente antagônico, retratado no Novo Testamento, mesmo estando escrito naquele primeiro tratado que ele, Deus, não muda nem se arrepende:

“Pois eu, o Senhor, não mudo.” (Malaquias 3:6), e

“Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa.” (Números 23:19).

Ela conseguiu convencer-nos de que Jesus estaria vivo nos céus, aguardando o dia – que nem ele mesmo sabe – em que irá voltar, triunfante, para finalmente resgatar e redimir a sua igreja e transformar os seus “santos”, quando, então, pessoas desaparecerão num suposto “arrebatamento”, iniciando o tão temido juízo de Deus sobre a humanidade com a “salvação” dos “escolhidos” e a condenação eterna dos “ímpios”, mesmo a Bíblia claramente colocando esses acontecimentos no decorrer daquela época e daquela geração:

“não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam” (Mateus 24:34);

“alguns dos que aqui estão não provarão a morte até que vejam vir o filho do homem (Mateus 16:28);

“não acabareis de percorrer as cidades de Israel antes que venha o Filho do homem (Mateus 10:23), e

“se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso?” (João 21:,22,23).

De fato, a religião, cegando pessoas, enganou-nos, iludiu-nos, dividiu-nos, causou suicídios, impiedosamente matou e tem matado, mergulhou-nos outrora na “Idade das Trevas”, impediu e atrasou o avanço e o desenvolvimento científico, bitolou-nos, fanatizou-nos, transformou o que deveria ser amor e respeito por nossos semelhantes, em ódio e desprezo, e nós, passivos, não nos demos conta!

Não nos revoltamos, não demos um basta, não buscamos por nós mesmos a verdade, mas aceitamos a “verdade” deles, e nos conformamos. Deixando-nos iludir e querendo comodamente viver num “reino de fantasias”, toleramos e continuamos apoiando, tornando-nos, assim, verdadeiros cúmplices dela, com suas mentiras e seus males!

Parece, mesmo, que gostamos de ser ludibriados, permanecendo fiéis, defendendo e sustentando, dessa forma, honrando a nossa assumida condição de “ovelhas”!

O passado esquecido! Vista grossa para o presente! A cegueira imperando! E os lobos fazendo a festa!

Infelizmente, essa tem sido, até agora, a nossa realidade!

Apenas imagine como poderia o nosso mundo ser – e, de fato, ter sido – muito diferente e melhor!

“Religião faz três coisas muito habilmente: divide pessoas, ilude pessoas, controla pessoas.” (Marie Alice McKinney).

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ALMA x CÉREBRO x CONSCIÊNCIA

ALMA x CÉREBRO x CONSCIÊNCIA

É ponto pacífico para todas as religiões que creem em vida após a morte, a crença em uma alma eterna e imortal, a qual subsistiria ao final dessa nossa existência biológica enquanto “unidades de carbono”, preservando nossa essência: nossa consciência, nossa personalidade, nosso caráter, nossas memórias, nossas emoções e nosso conhecimento.

Mas, de fato, essa nossa “essência” nada mais é do que o produto de complexas reações eletroquímicas que ocorrem em nossos cérebros, de forma que se essas reações forem por qualquer motivo afetadas, tudo mais o será, quase sempre transformando-nos em outra pessoa, como são os casos de insanidade adquirida, mal de Alzheimer, influência de drogas, etc.

Historicamente, o ser humano sempre tirou conclusões do “aparente”, confiando na infalibilidade de seus sentidos e percepções. Com base nisso, por um bom tempo, sempre se achou que a Terra seria plana e se encontraria estática, firme e imóvel, enquanto todos os astros descreveriam um movimento circundante em torno dela. Não há outra conclusão a se chegar baseando-se no que vemos.

Da mesma forma, como não conseguimos “sentir” nossos cérebros pensando, nossos pensamentos parecem ocorrer fora de nossos corpos, num outro plano, numa esfera “espiritual”, sem qualquer ligação com aquele órgão, e, ao contrário, como aqui, sim, podemos sentir, o nosso coração parece-nos ser o centro de nossas emoções e sentimentos.

De fato, por muito tempo, filósofos como Aristóteles defenderam que o órgão das ideias e das sensações era o coração e que o cérebro seria apenas um “radiador” destinado ao resfriamento!

Alcmaeon, médico da Grécia antiga (ano 450 AEC), foi quem se aproximou bastante das teorias atuais ao concluir que era o cérebro, e não o coração, o órgão central de sensação e do pensamento.

O curioso caso de Phineas Gage

Há um caso interessantíssimo ocorrido com um homem chamado Phineas Gage. Por suas virtudes pessoais, seu senso de responsabilidade, liderança, eficiência e companheirismo, tinha sido nomeado capataz de um grupo de trabalhadores responsáveis pela construção da via férrea.

A missão do grupo, explodir grandes rochas para permitir assim a colocação dos trilhos. Como de rotina, buracos de uns 30 centímetros eram feitos na pedra e posteriormente preenchidos com pólvora. Para empurrar a pólvora, Phineas utilizava uma barra de ferro de mais de um metro de comprimento e quase 3 centímetros de diâmetro. Mas para seu azar, num certo dia, ao empurrar a barra de ferro no interior do orifício, uma faísca detonou a pólvora. A barra, lançada como um projétil, atravessou a cabeça de Phineas. O ponto de impacto foi na bochecha, logo abaixo do osso zigomático. A barra perfurou depois sua órbita empurrando o globo ocular para fora. Destruindo parte do cérebro, finalmente saiu pela região superior do crânio, provocando um orifício de quase seis centímetros de diâmetro entre os ossos parietais e frontal. A barra foi parar a uns 20 metros, junto com fragmentos de osso e massa encefálica.

Embora tenha sobrevivido e conservado todas sua faculdades intelectuais, salvo a perda do olho, nada parecia indicar a gravidade do seu acidente. Sem problemas de memória, os cinco sentidos perfeitos, movimentos em ordem, conversa fluente, inteligência normal. Mas, sua esposa e outra pessoas próximas notaram alterações dramáticas em sua personalidade.

Era agora instável e irreverente, capaz das condutas e blasfêmias mais grosseiras, mostrando escasso respeito pelos seus semelhantes, impaciente, incapaz de escutar qualquer conselho que se opusesse aos seus desejos. Também se mostrava insistentemente obstinado, teimoso e ao mesmo tempo vacilante, imerso em muitos planos para o futuro mas, sendo incapaz de continuar uma tarefa demasiado longa, mudava-os constantemente.

Já não era mais o mesmo Phineas Gage. A sua “essência” já não era mais a mesma. A sua “alma” havia mudado radicalmente. E, após isso, tristemente acabou perdendo seu emprego, esposa e amigos.

Como já se suspeitava, o acidente provocou a destruição de parte do lobo frontal esquerdo. Sabemos hoje que a região mais anterior do cérebro é responsável pela nossa capacidade de planejamento, a fundamental capacidade de prever o que vai acontecer caso façamos isto ou aquilo. Assim, nos ajuda a tomar a decisão correta, às vezes até de forma não consciente.

Como consequência dessa capacidade de previsão, participa na inibição de respostas inadequadas, o que permite que nosso comportamento seja o mais apropriado para cada situação.

Ora, casos desse tipo – e são inúmeros – só vêm nos mostrar, como já inicialmente proposto, que aquilo que chamamos de “nossa essência” não está vinculada a nenhum tipo de emanação incorpórea, espiritual e transcendental, mas meramente, sim, aos nossos cérebros!

Os religiosos, inconsistentes que são suas doutrinas e crenças, simplesmente não têm respostas honestas para perguntas como:

– uma pessoa que já nasceu com retardamento mental, possuindo, assim, uma alma retardada, que, segundo crido, seria a sua “essência”, será um retardado na “vida futura”?;

– alguém que nasceu são e se tornou louco, portanto, uma outra pessoa, possivelmente, quem sabe, até negando depois as suas crenças iniciais, irá para o “céu” ou para o “inferno”? Lá, seja onde for, ele continuará a ser uma “alma” retardada, ou será restaurada como sã? Com base em quê?;

– alguém que nasce retardado, sem as mínimas faculdades mentais e condições de exercer fé no evangelho, será “salvo” ou “condenado”? (“quem não crer será condenado” – Marcos 16:16);

– mas Deus não seria injusto se condenasse pessoas assim?;

– e se, como se prega, a fim de não admitir injustiças por parte de Deus, todos aqueles que morrerem na “ignorância” serão automaticamente salvos, para quê pregar o evangelho? Não é melhor deixar que todos morram na “ignorância” e se salvem? (“o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” – 1 Timóteo 2:4);

– de uma ou de outra forma, Deus não seria injusto? Um, que teve a sorte de não ouvir o evangelho, ainda que fosse pessoa predisposta a não crer, foi “salvo”, e outro que, por azar, ouviu mas não creu, foi “condenado”! A justiça de Deus seria mera questão de sorte e azar?

Isso tudo é ilógico, irracional e não faz qualquer sentido! É preciso muita “fé” (entenda-se “ingenuidade”), para crer!

Podemos, então, concluir que, com a nossa morte, tudo o que éramos simplesmente deixará de existir, restando apenas o que de nós ficou na memória daqueles que nos conheciam! Essa é a mais pura e crua, ainda que dura, realidade, que cabalmente destrói as falsas esperanças daqueles que, num desesperado anseio de querer viver eternamente e sem os infortúnios desta existência, rejeitam o que é concreto e racional e covardemente se apegam a fantasiosas doutrinas e promessas religiosas desprovidas de qualquer fundamentação.

A verdade é que, diante de nosso medo da inevitável morte e do que acontecerá após, seduzidos por nossos mais profundos e desesperados anseios que gostaríamos que se tornassem realidade, inconformados com o fato de que fatalmente tudo ali termina, sendo-nos por demais cruel essa realidade, inventamos a “alma” e a utopia da “vida eterna”, de uma futura existência em um “plano espiritual”, uma outra dimensão, a qual, oculta aos nossos olhos carnais, mas que temos a “certeza” de que existe, numa confortante ilusão que, mesmo sem qualquer firme embasamento, nos dá algum alento para conseguirmos seguir em frente, sem nossas anteriores preocupações e dúvidas quanto ao futuro incerto.

Estes são os adeptos da covarde filosofia: “às vezes é melhor viver na ilusão de uma mentira, do que se magoar ao descobrir a verdade sobre a realidade.” (Dilsinho Porto).

“A religião é só mais uma forma que o fraco achou para pensar algo melhor e fugir da realidade que o cerca.” (Gustavo Moura).

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APOLOGIA À RACIONALIDADE

Cada mente humana é única, e palco de medos, conflitos, incertezas, inseguranças, anseios, decepções, mas, também, de felicidades, alegrias e experiências diversas, e ninguém pode sentir, na plenitude, o que se passa debaixo da pele do outro.

À medida que envelhecemos, somos amadurecidos e moldados por tudo aquilo que vivenciamos e sentimos no decorrer dessa nossa jornada pela vida, uns em maior escala, e outros, nem tanto.

Somos, de fato, seres volúveis e, por vezes, contraditórios. Mudamos constantemente, e isso, de um certo ponto, tem seu lado positivo.

É importante, sim, abandonadas nossa arrogância e prepotência, estarmos abertos a outras possibilidades, sem nunca nos achamos os donos da verdade absoluta, inerrantes e infalíveis em nossos entendimentos.

Para tomar-se partido entre duas posições conflitantes, de forma imparcial, justa e honesta, é preciso, de forma primordial, sempre que possível, ter vivido, sinceramente, na prática, os dois lados da coisa para, só então, se definir. E isto, para mim, é básico, pelo que o fiz!

Mas, por outro lado, o que ocorre, infelizmente, pela própria humanidade de nossa natureza, é que nosso entendimento é fortemente influenciado por nossos enganosos sentidos e pela emoção, aflorada de nossos mais profundos e ocultos anseios, a qual, muitas vezes, quando estamos por algum motivo fragilizados e predispostos por algum tipo de sensibilização, se torna muito mais forte do que a lógica, a razão e o bom senso, fazendo-nos equivocar em nossas decisões, enxergando de forma distorcida a realidade.

“O jeito de ver pela fé é fechar os olhos da razão.” (Benjamin Franklin).

“As idéias que nos levam à mais alta evolução e felicidade, não são aquelas idéias guiadas pelas nossas enganosas emoções, e sim são aquelas idéias que são verdadeiramente harmoniosas e lógicas. Porque muitas vezes em nossas vidas, as idéias baseadas nas nossas emoções, estão sem percebermos, contrárias ao que é realmente certo e são contra a lógica e a razão.” (Tairone Vertrof Smuller).

“Não vamos esquecer que as emoções são os grandes capitães de nossas vidas, nós obedecemo-lhes sem nos apercebermos.” (Vincent Van Gogh).

Ora, a pessoa que renuncia à lógica, à razão e ao bom senso e se deixa levar e ser convencida pelo emocional, torna-se presa fácil de manipuladores e exploradores, aderindo às suas idéias e ensinamentos sem duvidar, sem questionar, sem avaliar e sem refletir, tornando-se, depois, ainda que inconscientemente e não tendo má-fé em seus objetivos primários, um canal para a perpetuação do engodo.

Veja que é justamente este o conceito imbuído em “fé”: crer-se, de forma incondicional, em algo subjetivo, improvável e ilógico, e em ensinamentos e dogmas, normalmente passados pela tradição de povos antigos, supersticiosos e com restritos conhecimentos científicos, baseando-se unicamente na fragilidade dos sentidos, emoções e na aparente concretização de nossos maiores anseios de subsistir à morte, abolidas as doenças e tristezas!

“O meme da fé cega assegura sua própria perpetuação pelo simples expediente inconsciente de desencorajar qualquer inquirição racional.” (Richard Dawkins).

A “fé cega” já fez-nos crer ser o mundo achatado, coberto por uma redoma sólida, o firmamento, cercado por abismos, apoiado em pilares, localizado no centro do Universo, com o Sol, a Lua e as estrelas a girar em torno dele, reprimindo e até matando todos aqueles que disso discordassem, os então considerados “hereges”!

“Afirmar que a terra gira em torno do Sol é tão errado quanto dizer que Jesus não nasceu de uma virgem.” (Cardeal Belarmino).

“Porque experimenta claramente que a Terra está parada e que o olho não se engana quando julga que o Sol se move, como também não se engana quando julga que a Lua e as estrelas se movem” (idem).

A própria história nos mostra quantos preconceitos foram criados, quanta opressão foi imposta, quantas “guerras santas” foram travadas, quantas vidas foram desperdiçadas, em nome da insana e ilusória “fé cega” em divindades notoriamente providas de vis atributos meramente humanos: sanguinárias, coléricas, ciumentas, vingativas, intolerantes e injustas. É só conferir!

Desde o extremo dos homens e crianças-bombas, e dos horrores e atrocidades do “Santo Ofício”, passando, entre outras, pelas 2 ursas que destroçaram 42 crianças simplesmente por terem chamado um profeta de careca, pelas 70.000 pessoas mortas por que Davi “pecou” ao levantar o senso do povo, e pelas mortes por apedrejamento e ateamento de fogo dos filhos de Acã – que absolutamente nada tinham a ver com a história -, por que este “pecou”, no Velho Testamento – como pode alguém ter coragem para chamar essas coisas de “justiça divina”? -, até os sempre existentes preconceitos de homofobia e misoginia, tudo é feito de forma aprovada pelas “divindades” e aceito sem reservas pelos “fiéis”!

E, mesmo assim, após todas essas hediondas irracionalidades, absurdamente, as pessoas continuam se apoiando em suas fés, com suas mentes entorpecidas e cauterizadas, passivamente aceitando e engolindo tais barbaridades como se fossem algo normal e tolerável, sem, sequer minimamente, se chocarem!

Não pode haver outro nome a ser dado ao processo que as leva a essa condição de odiosa ou passiva “fé cega”, a não ser “lavagem cerebral”, o que, logicamente, é impossível para elas o admitirem!

“Em toda a história do homem, ninguém que tenha sofrido lavagem cerebral acreditará ou aceitará que sofreu tal coisa. Todos aqueles que a sofreram, usualmente, defenderão apaixonadamente os seus manipuladores, clamando que simplesmente lhes foi ’mostrada a luz’ … ou que foram transformados de modo miraculoso.” (Dick Sutphen).

Doutra forma que não esta, seria inconcebível para qualquer um aceitar a existência, sujeitar-se e reverenciar uma “divindade” tão hipócrita, ilógica, contraditória e até sádica, que supostamente teria, com todo o amor de um pai, criado o homem à sua “imagem e semelhança”, para depois cegá-lo e usar como instrumento de ódio e destruição contra seus próprios semelhantes, simplesmente por não compartilharem de suas “verdadeiras” crenças.

A “fé cega”, tão encorajada e falsamente tida por virtude, é, em fato, pura ingenuidade e deliberada sujeição ao controle e à manipulação!

Os próprios conceitos cristãos de “céu”, “inferno” e “Satanás” – inexistentes, a princípio, no Velho Testamento, mas herdados posteriormente de mitologias de outros povos – aliados à doutrina paulina da “predestinação” – perceptivelmente contrária à do “livre-arbítrio” -, ao lado da imoral estória de Jó, ridiculamente colocam-nos como meras peças em um tabuleiro de xadrez, simplesmente fazendo parte de um jogo, onde estaríamos sendo manipulados e usados por antagônicas “entidades superiores” travando uma infantil disputa.

A doutrina paulina da “salvação unicamente pela fé em Cristo” – claramente combatida, aliás, na epístola de Tiago, demonstrando não haver consenso entre os próprios escritores – retira todo o mérito das “boas obras” – como já fora anteriormente assim considerado, por lógica – injustamente fazendo com que os mais vis criminosos que se “arrependeram” na última hora, entrassem no “céu”, em detrimento daqueles que, mesmo vivendo toda uma vida com caráter e abnegação, não quiseram – ou não tiveram,  por qualquer motivo, oportunidade de – crer.

Nessa mesma linha, a doutrina do “pecado original” – também inexistente no Velho Testamento, na qual o suposto pecado de Adão teria passado para toda a humanidade, implicando na morte de todos – a qual teria culminado com o sacrifício vicário de Jesus para obter o seu cancelamento, contradiz as próprias palavras de “Deus” quando diz:

“Naqueles dias não dirão mais: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram. Pelo contrário, cada um morrerá pela sua própria iniqüidade; de todo homem que comer uvas verdes, é que os dentes se embotarão.” (Jeremias 31:29), e,

“A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho, A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.” (Ezequiel 18:20).

Ora, isso posto, a suposta morte de Cristo para esse fim torna-se vã!

Além disso, a ilógica presumida – mas amplamente aceita – existência do personagem “Satanás”, o “Diabo”, o “arqui-inimigo de Deus”, clara e contraditoriamente colocam “Deus” na posição de cúmplice e conivente com o mal, como já bem disse o filósofo grego, Epicuro:

“Deus deseja prevenir o mal, mas não é capaz? Então não é onipotente.

É capaz, mas não deseja? Então é malevolente.

É capaz e deseja? Então por que o mal existe?

Não é capaz e nem deseja? Então por que lhe chamamos Deus?”

O aqui ora apresentado não é, senão, uma pequena amostra dentre inúmeras contradições, inconformidades e falhas comprovadamente existentes nos escritos, nas doutrinas, na tradição e nas crenças cristãs, ocultas aos olhos dos que se deixaram cegar por suas fés, mas evidentes aos demais.

Qualquer um que não teve deliberadamente sua mente entorpecida e cauterizada pela “fé cega”, ou que, como eu, teve, mas conseguiu se libertar, consegue perfeitamente enxergar tudo isso!

Aos demais, resta a chance de se libertar do engodo, apenas usando, para isso, aquilo que sabiamente nos foi graciosamente dado pela própria natureza: a racionalidade, a lógica e o bom senso!

 

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VÍDEO: RESPONDENDO O “POLITICAMENTE CORRETO”

https://www.youtube.com/watch?v=kC1KezfpHDw

Todos esses radicais islâmicos já foram, um dia, crianças normais, inocentes e puras, como todos nós fomos, mas a covarde, criminosa e hedionda lavagem cerebral nelas processadas por seus mentores religiosos, tornou-as isso que são.

Aliás, como é comum a povos primitivos, bárbaros, selvagens, violentos e supersticiosos, cujos vis anseios humanos invariavelmente são disfarçados como “desejos e mandos de alguma divindade”, o “Uma vez expirados os meses sagrados, matai os idólatras onde quer que os encontreis”, do Alcorão (Sura 9:5), não é muito diferente do “Mas, das cidades destes povos, que o Senhor teu Deus te dá em herança, nada que tem fôlego deixarás com vida; antes destruí-los-ás totalmente”, do Velho Testamento (Deuteronômio 20:16,17), ou do “Quanto, porém, àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui, e matai-os diante de mim”, do Novo Testamento (Mateus 19:27 – Parábola das Minas).

Todo fanatismo e radicalismo religioso é, óbvia e comprovadamente, abominável, pernicioso, maléfico, prejudicial e insano, um estado de mente anormal, ilusório, fantasioso, obcessivo, compulsivo e reprovável.

Talvez poucos o saibam, mas o verdadeiro cristianismo bíblico, tomado literalmente, é, também, ao contrário do se pensa, bastante radical, quando manda:

– aborrecer (sentir horror, detestar, odiar) pai, mãe, mulher, filhos, irmãos e irmãs (Lucas 14:26);
– deixar os mortos sepultarem os seus próprios mortos (Mateus 8:22);
– deixar casa, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos e propriedades (Mateus 19:29);
– cortar mão, pé e arrancar o olho para não ser lançado no inferno (Mateus 18:8,9);
– vender tudo o que se tem e dar aos pobres (Mateus 19:21);
– oferecer a outra face, nunca revidando (Mateus 5:39);
– dar e emprestar a qualquer que pedir (Mateus 5:42);
– amar, fazer o bem e bendizer aos inimigos (Lucas 6:27,28);
– ter plena confiança na proteção e paternidade divinas, em nada se preocupando com o futuro, sem fazer provisões, poupanças, seguros ou planos de saúde, pois tudo comodamente “cairá do céu” quando necessário (Mateus 6:19-34, Salmos 23 e 91);

ou, dizendo que:

– os ricos estão condenados ao inferno (Mateus 19:24);
– Jesus não veio trazer paz à terra, mas espada, pondo em dissensão o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra, sendo que “os inimigos do homem serão os da sua própria casa.” (Mateus 10:34-36);
– os efeminados e os “sodomitas”, por terem culpa em optar conscientemente por essa condição, não herdarão o reino de Deus (1 Coríntios 6:9), e;
– as mulheres devem ser dominadas, submissas ao homem e consideradas inferiores e sem privilégios (1 Coríntios 11:8, 14:34,35, Efésios 5:23 e 1 Timóteo 2:12,15).

Alguém segue, concorda e aceita integralmente, dessa forma, o evangelho cristão e a Bíblia, tida por “palavra de deus”, ou o que se vive é apenas um semi-evangelho, um semi-cristianismo, filtrando e aproveitando o que convém, interessa e apraz, desprezando e pondo de lado o restante?

Concluíndo: “biblicamente” falando (não que eu concorde com isso), não há meio termo. Ou se é radical e se leva tudo aquilo a sério, ao pé da letra, ou não se é verdadeiramente cristão, enganando-se a si mesmo e aos outros.

E para aqueles que ainda possam continuar achando que, ao contrário, o cristianismo é uma religião boazinha, de amor, compaixão e completamente diferente, se comparada ao radicalismo islamismo, vale lembrar, nesses dois mil anos de história – e não somente da parte da Igreja Católica -, os horrores e atrocidades da inquisição e da caça às bruxas, aos hereges e aos homossexuais, na Era das Trevas, com incontáveis inocentes que foram covardemente queimados vivos e mortos por verdadeiros monstros desumanos, de um radicalismo não muito diferente desses grupos islâmicos, baseados em “textos inspirados” como: “Não permitirás que viva uma feiticeira” (Exodo 22:18) e “Se um homem se deitar com outro homem, como se fosse com mulher… certamente serão mortos” (Levítico 20:13).

A regra é, sempre foi e será, seguir cega e literalmente os escritos reputados por “sagrados” – atos esses tidos por “virtuosidades” -, que valem mais do que a vida e sentimentos de pessoas, a despeito do bom senso, do discernimento, da lógica, da racionalidade, do sentimento, da empatia e do humanismo.

E, admirável, absurda e incrivelmente, alguns cristãos espalhados pelo mundo afora, mesmo hoje, têm a coragem e o falso pudor de sentir “saudades” daquela vergonhosa e repudiada época de ódio, desumanidade e preconceitos, desejando mesmo que ela voltasse!

“Em religião, o ódio, o preconceito e a ambição são os motivos; os deuses, a máscara e a conveniente desculpa”!

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A GRANDE SALADA NOS ACONTECIMENTOS DA MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS

 

JUDAS ISCARIOTES

Versão de Mateus 27:

3 Então Judas, aquele que o traíra, vendo que Jesus fora condenado, devolveu, compungido, as trinta moedas de prata aos anciãos, dizendo: 4 Pequei, traindo o sangue inocente. Responderam eles: Que nos importa? Seja isto lá contigo. 5 E tendo ele atirado para dentro do santuário as moedas de prata, retirou-se, e foi enforcar-se. 6 Os principais sacerdotes, pois, tomaram as moedas de prata, e disseram: Não é lícito metê-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue. 7 E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo do oleiro, para servir de cemitério para os estrangeiros. 8 Por isso tem sido chamado aquele campo, até o dia de hoje, Campo de Sangue. 9 Cumpriu-se, então, o que foi dito pelo profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado, a quem certos filhos de Israel avaliaram, 10 e deram-nas pelo campo do oleiro, assim como me ordenou o Senhor.

Versão de Atos 1:

16 Irmãos, convinha que se cumprisse a escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus; 17 pois ele era contado entre nós e teve parte neste ministério. 18 (Ora, ele adquiriu um campo com o salário da sua iniquidade; e precipitando-se, caiu prostrado e arrebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram. 19 E tornou-se isto conhecido de todos os habitantes de Jerusalém; de maneira que na própria língua deles esse campo se chama Acéldama, isto é, Campo de Sangue.)

1) se enforcou ou caiu prostrado, arrebentou pelo meio e lhe derramaram as entranhas?

2) Ele mesmo, Judas, comprou o campo ou os principais sacerdotes?

3) Jeremias? Não seria Zacarias (Zacarias 11:12,13)?

 

JONAS E A RESSURREIÇÃO DE JESUS

Jonas 1:17 – Então o Senhor deparou um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe.

Mateus:

Mateus 12:40 – pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.

Mateus 27:57 – Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que também era discípulo de Jesus. 58 Esse foi a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe fosse entregue. 59 E José, tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo, de linho, 60 e depositou-o no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha; e, rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, retirou-se.

Mateus 27:62 – No dia seguinte, isto é, o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus perante Pilatos, 63 e disseram: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, quando ainda vivo, afirmou: Depois de três dias ressurgirei. 64 Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia; para não suceder que, vindo os discípulos, o furtem e digam ao povo: Ressurgiu dos mortos; e assim o último embuste será pior do que o primeiro. 65 Disse-lhes Pilatos: Tendes uma guarda; ide, tornai-o seguro, como entendeis. 66 Foram, pois, e tornaram seguro o sepulcro, selando a pedra, e deixando ali a guarda.

Mateus 28:1 – No fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.

Marcos:

Marcos 15:42 – Ao cair da tarde, como era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, 43 José de Arimatéia, ilustre membro do sinédrio, que também esperava o reino de Deus, cobrando ânimo foi Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44 Admirou-se Pilatos de que já tivesse morrido; e chamando o centurião, perguntou-lhe se, de fato, havia morrido. 45 E, depois que o soube do centurião, cedeu o cadáver a José; 46 o qual, tendo comprado um pano de linho, tirou da cruz o corpo, envolveu-o no pano e o depositou num sepulcro aberto em rocha; e rolou uma pedra para a porta do sepulcro.

Marcos 16:1 – Ora, passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. 2 E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro muito cedo, ao levantar do sol.

Lucas:

Lucas 23:44 – Era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até a hora nona, pois o sol se escurecera; 45 e rasgou-se ao meio o véu do santuário. 46 Jesus, clamando com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou.

Lucas 23:50 – Então um homem chamado José, natural de Arimatéia, cidade dos judeus, membro do sinédrio, homem bom e justo, 51 o qual não tinha consentido no conselho e nos atos dos outros, e que esperava o reino de Deus, 52 chegando a Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus; 53 e tirando-o da cruz, envolveu-o num pano de linho, e pô-lo num sepulcro escavado em rocha, onde ninguém ainda havia sido posto. 54 Era o dia da preparação, e ia começar o sábado.

Lucas 24:1 – Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado.

João:

João 19:31 – Ora, os judeus, como era a preparação, e para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, pois era grande aquele dia de sábado, rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados dali.

João 19:42 – Ali, pois, por ser a véspera do sábado dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro, puseram a Jesus.

João 20:1 – No primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra fora removida do sepulcro.

 Ressureição

Resumo:  3 dias incompletos e apenas 2 (duas) noites!


Quem colocou a pedra na porta do sepulcro? Os guardas de Pilatos ou José de Arimatéia?

 

Como foram os acontecimentos da ressurreição e quem viu a Jesus?

Mateus 28:  Maria Madalena e a outra Maria (2 mulheres), indo ao sepulcro, conversam com um anjo sentado sobre a pedra que fechava o sepulcro, e, em seguida são as primeiras a verem a Jesus, que depois aparece também aos onze discípulos.

Marcos 16:  Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé (3 mulheres) foram ao sepulcro, mas não viram a Jesus, mas somente conversaram com um anjo que estava dentro do sepulcro.

Lucas 24:  Maria Madalena, Joana, Maria, mãe de Tiago e também as outras que estavam com elas (várias mulheres, não se sabe o número), foram ao sepulcro mas não viram a Jesus e apenas conversaram com dois anjos que lhes apareceram enquanto estavam lá dentro. Jesus aparece primeiro a dois discípulos no caminho de Emaús e, posteriormente, aos onze e os que estavam com eles, não se sabe o número.

João 20:  Apenas Maria Madalena (1 mulher) vai ao sepulcro, volta para avisar a Pedro e João, que vão até lá e depois voltam sozinhos. Maria Madalena lá permanece e conversa com dois anjos dentro do sepulcro e, depois, é a primeira a ver Jesus, que, posteriormente, aparece aos discípulos, exceto Tomé, e sopra sobre eles o Espírito Santo. Oito dias depois reaparece aos discípulos, estando agora Tomé também presente.

1 Coríntios 15:5:  Jesus aparece primeiro a Pedro, depois aos 12 (quais 12?), depois a mais de 500 irmãos, depois a Tiago e, depois, a todos os apóstolos.

 

 

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